CBF estuda “plano B” para televisar jogos ignorados pela Globo na Copa do Brasil

Copa do Brasil ao vivo para todos: pressionada pelos bons números obtidos em transmissões avulsas no YouTube, a CBF já trabalha nos bastidores para vender — ou até assumir — os direitos dos jogos “sem canal” da primeira fase da competição a partir de 2027.
Por que a Globo abriu mão de 13 partidas?
Detentora exclusiva do torneio até 2026, a Globo avaliou que o custo de produção (cerca de R$ 300 mil por partida, incluindo geração de imagens e satélite) não se paga quando o duelo não envolve clubes de massa. Resultado: da leva inaugural de 14 confrontos, apenas Sampaio Corrêa-RJ x Desportiva Ferroviária-ES entrou na grade do sportv/Premiere. Os demais viraram terra de ninguém — até que federações e clubes correram atrás das próprias câmeras.
Números que mudaram o jogo
Mesmo anunciadas de última hora, as sete transmissões “caseiras” somaram mais de 500 mil visualizações no YouTube. Destaques:
• Santa Catarina-SC x IAPE-MA — 99 mil views no canal da FCF
• Gama-DF x Monte Roraima-RR — 91 mil views na FFDF TV
• Araguaína-TO x Primavera-SP — 83 mil views na TV FTF
Os índices parecem modestos para a Globo, mas escancaram um nicho subestimado: torcedores locais, apostadores e curiosos que formam audiência fiel. Com patrocinadores regionais e produção enxuta (cerca de R$ 30 mil por jogo), as federações provaram que há demanda e, sobretudo, exposição para as marcas.
O “plano B” da CBF: streaming próprio ou sublicença?
Fontes ligadas à entidade confirmaram à reportagem que o próximo edital de direitos (2027-2030) trará cláusula obrigando a exibição de 100% dos confrontos. Caso a líder de mercado volte a selecionar apenas os “medalhões”, a CBF ativará a CBF TV — canal que hoje transmite Seleções de base — ou montará um pacote low-cost para players digitais. A ideia é replicar o modelo da Federação Paulista, que garante todos os jogos do Estadual (até a quinta divisão) no YouTube.
Para viabilizar o projeto, a confederação já conversa com operadoras de OB Van regionais e prevê gerar sinal padrão Full HD aproveitando estrutura do VAR. O investimento inicial giraria em torno de R$ 10 milhões por temporada, compensado por naming rights de broadcast e venda de cotas nacionais e locais.
Análise Sigo Meu Time: a ausência de grandes redes expôs um vácuo que a CBF pode transformar em ativo. Se colocar todas as partidas na vitrine, multiplica a receita dos pequenos, fortalece o torneio e ainda cria um inventário publicitário inédito. A bola está quicando na marca do pênalti — basta empurrar para a rede. Veja mais notícias e análises em https://sigomeutime.com.br/.
Fonte: Redação Sigo Meu Time




